04 abril 2011

FIM (mais-que-perfeito)

O tempo é cíclico. E as repetições já deixaram marcas profundas e incuráveis. Antigo e atual. Pertinente.


Acabou.
Sem risos,
noites abraçados,
corpos entrelaçados,
sem brigas que terminam na cama.

Não há mais beijos quentes,
mãos desesperadas,
desejo latente,
e portas fechadas na cara.

Tentativas tolas,
voltas ensaiadas,
palavras que não dizem nada...
Traições, porque traiu teu coração,

Em 48 horas, tudo acaba.
Minha boca já não te serve
e meu corpo já não te satisfaz.

Se ontem à noite,
quase me mataste,
tua vontade se materializou.

Mas tua vingança foi bem planejada.
Iludiu quem te amava
E me passou sua dor.

Teu desprezo me acompanha
na sala, nas roupas, no colchão.
Ignora meu pedido desolado
E me empurra no abismo velado
do ódio do teu coração.

Acabou.
Só desejo tua felicidade.
A minha, já foi, tu levaste.
Acabou, eu repito, acabou

No fim, enfim, percebo
Nunca foste meu amor.

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