18 março 2011

A INSPIRAÇÃO.

Assim mesmo, em caixa alta. Lembro exatamente a primeira vez que ela se apresentou. Eu estava inocente, estudando orações na Escola Municipal Nun'Alvares Pereira, em Vista Alegre, 1998, sala da 501, professora Cora Ramos.
"Que ele venha". Cora escreveu no quadro essa oração, período simples. Eu, no alto dos meus 10 anos:


Que ele venha.
Isso é o que eu quero.
Isso é o que espero.
Você.

Meu amor.
Minha vida.
Vou te procurar.
Vou te achar.

Venha logo!
Não demore!
Venha pra mim!

Estou esperando
e sonhando
um sonho sem fim.

Agora, 13 anos depois, lembro com carinho desse momento. Foi ali que ela apareceu. Tímida, como é o conveniente ao se apresentar, chegou com tanta sutileza, e a poesia estava assim, prontinha! Nasceu de uma só vez. Acompanhou-me com todos os amores e posteriores desafetos...
Minha Inspiração veio tão pouco nos últimos anos, quase sempre motivada por momentos depressivos ou excesso de paixão. Ficou escondida atrás da enormidade dos meus autores favoritos, achando que nunca seria 1% da inspiração deles. Foi bloqueada pela tentativa de uma técnica, e, revoltada, parou de vir quando eu precisava.
Depois de um momento especial, em que nada fez sentido e ao mesmo tempo tudo estava perfeitamente conectado, ela veio como uma força. Quase pude sentir sua forma física, bela e etérea.
Inspiração começou a se relacionar mais intimamente comigo. Falamos de nossas expectativas, relembramos o passado e, por fim, firmamos um acordo: nunca mais nos abandonarmos.

Mas ficou suspensa nos últimos 5 anos. Atualizado em 03/2018

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